RICARDO CARVALHO - HUMANAS

Espaço do Professor de História Ricardo Carvalho destinado a seus alunos com conteúdos históricos, projetos, viagens e atividades do Grupo Humanas.

25.5.08

COTISTA RENDEM MAIS

Ipea: cotistas têm melhores notas em universidades

No universo de 54 universidades públicas que nos últimos oito anos adotaram o sistema de cotas no País, em ao menos quatro, distribuídas pelos principais Estados, alunos negros apresentam desempenho próximo, similar ou até melhor em relação aos não-cotistas. Resultados iniciais do aproveitamento de cotistas na Unicamp, Universidade Federal da Bahia (UFBa), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), derrubam mito de que, graças à ação afirmativa, alunos negros estariam "entrando pela janela" das instituições superiores da rede pública. As notas lhes abriram o caminho da porta da frente.

No biênio 2005-2006, cotistas obtiveram maior média de rendimento em 31 dos 55 cursos (Unicamp) e coeficiente de rendimento (CR) igual ou superior aos de não-cotistas em 11 dos 16 cursos (UFBa). Na UnB, não-cotistas tiveram maior índice de aprovação (92,98% contra 88,90%) e maior média geral do curso (3,79% contra 3,57%), porém trancaram 1,76% das matérias, contra 1,73% dos cotistas.

Aptidão
Em estudo da ONG Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes (Educafro) junto à Uerj, estudantes negros e oriundos da rede pública, ingressantes entre 2003 e 2007, apresentaram maior coeficiente de rendimento médio (6,41 e 6,56 respectivamente) em relação aos cotistas (6,37). Índios e deficientes somaram 5,73.

Para a técnica da diretoria de estudos sociais do Ipea, Luciana Jaccoud, um dos fatores que explicam o bom desempenho dos cotistas é a capacidade das instituições de ensino desenvolverem aptidões.

"A própria universidade estabelece pontos mínimos a serem alcançados para que o estudante seja aprovado", analisa Luciana, uma das responsáveis pelo estudo. "Esse instrumento ajuda a regular o desempenho de cada um. O resultado é a formação mais igualitária das capacidades do aluno, seja proveniente da rede particular ou pública."

Colegas de classe, Patrícia Vidal, 21, e José Messias, 20, ingressaram na Uerj, em 2006, por meio do sistema de cotas: ela proveniente da rede pública e ele matriculado como candidato negro. Ambos apresentam CR próximo à média da turma, mas admitem que, não fosse a reserva de vagas, não passariam no vestibular.

"Tive dificuldade no início, mas ao longo do curso vamos entendendo como a coisa funciona, e hoje estamos bem iguais", relata Messias, que mora em Maria da Graça, e viaja 50 minutos de ônibus até a faculdade. "Depois do primeiro período, a defasagem em relação aos demais alunos acabou."

Com CR 8,6, Messias conta que acompanhou treinamento de português e línguas estrangeiras oferecido a cotistas pelo programa Proiniciar. Patrícia tem CR 9,1, mas diz que é a única dos cotistas da turma que ainda não conseguiu estagiar.

"As oportunidades são as mesmas para todos", lembra a estudante, que começou a procurar estágio a partir do terceiro período, mas trabalha com telemarketing antes mesmo de entrar na faculdade. "Assim como os demais estudantes, os outros três cotistas da turma já passaram por dois ou três estágios."

Segundo o Ipea, os bons resultados em sala de aula têm reflexo incompatível com o número de vagas oferecidas aos cotistas.

Ao colocar na ponta do lápis, o Ipea contabilizou mais de 51 mil vagas para negros ¿ acumuladas desde que a medida foi implantada, em 2001, até a projeção para o ano atual. Número inexpressivo, se comparado aos cerca de 1,2 milhão de alunos (entre cotistas e não-cotistas) matriculados na rede pública de ensino superior, em 2005.

Dados do Censo Educacional de 2005 do MEC mostram ainda que instituições públicas realizam, em média, 331 mil matrículas anualmente. Apenas 2,37% (cerca de 7.850) delas são destinadas a estudantes negros, segundo o Ipea.

"O índice não condiz com a realidade", avalia Oliveira Silveira, historiador e idealizador do Dia da Consciência Negra (20 de novembro). "Os negros representam quase metade da população brasileira. Deve haver esforço para aumentar sua participação por meio das vagas."

criado por ricardocarvalho2010    11:15 — Arquivado em: Sem categoria

19.5.08

DOUTOR MORTE

Nazista conhecido como "Dr. Morte" pode estar no Chile

O médico Aribert Heim, supostamente o mais importante criminoso nazista ainda vivo, deve estar escondido no sul do Chile, disse o "caçador de nazistas" Efraim Zuroff.

Heim é conhecido com "Doutor Morte" por ter assassinado centenas de presos no campo de concentração de Mauthausen (Áustria), usando injeções de gasolina ou veneno direto no coração.

Ele deveria ter sido executado em 1962 na Alemanha, mas fugiu pouco antes. Está desaparecido desde então. A família diz que ele morreu em 1993. Se estiver vivo, tem 93 anos.

Entre as atrocidades que se atribuem a esse médico austríaco da SS (polícia nazista), está a de remover órgãos das vítimas sem anestesia. Comenta-se que ele usava um crânio humano como peso de papéis.

Zuroff, diretor do Centro Simon Wiesenthal de Jerusalém, responsável por localizar dezenas de fugitivos nazistas nas últimas três décadas, acha que sua pista está ficando quente.

"O Chile é uma das localizações mais prováveis", disse ele de Jerusalém à Reuters, por telefone. "Parte da razão para o interesse no Chile é a presença da filha dele, que vive em Puerto Montt. Ele pode estar na Patagônia, mas a essa altura nada é definitivo", afirmou ele, que também citou Argentina e Brasil como possibilidades.

Centenas de nazistas fugiram para a América Latina ao final da Segunda Guerra Mundial. Josef Mengele, o "Anjo da Morte" em Auschwitz, viveu na Argentina e no Paraguai, antes de morrer em 1979 no Brasil.

Zuroff acredita que Heim continuou se deslocando nos últimos tempos e acha que a captura dele é o troféu maior entre os criminosos nazistas ainda remanescentes.

Em agosto, ele pensou ter localizado Heim no Chile, mas foi um falso alarme. "Ele é o criminoso de guerra mais importante supostamente ainda vivo. Ele assassinou, torturou centenas de presos, usou partes de corpos para experiências. Nesse sentido pode-se dizer que ele é um símbolo da perversão nazista da ciência, da medicina", disse Zuroff.

Sobreviventes contam que Heim demonstrava prazer em ver o medo nos olhos de suas vítimas. Após administrar injeções letais, cronometrava o tempo da morte.

Zuroff disse ter pressa para capturar esse nonagenário. "Nosso medo é que um dos piores criminosos do Holocausto, uma pessoa que assassinou pessoalmente centenas de inocentes, vá fugir da Justiça. Isso é algo que só vai incentivar futuros genocidas e homicidas em massa, e algo que vamos encarar como uma paródia de justiça."

 

criado por ricardocarvalho2010    19:01 — Arquivado em: Sem categoria

13.5.08

VILAS - SALVADOR DE CAMPO

Galera Querida do Vilas.

Não adiantou a tarde fria e os ventos fortes, a chuva deu uma trégua e vocês aqueceram a cidade de Salvador com a vossa maravilhosa alegria.

Valeu mesmo!

 Adorei a comapanhia.

Grande abraço, Rick.

 

 

criado por ricardocarvalho2010    20:57 — Arquivado em: Sem categoria

SACRÁ - SALVADOR HISTÓRICA

Queridíssimos alunos da Sacramentínas…

Especiais pra vocês é pouco.

Obrigado pela tarde e pelo carinho de vocês.

Grande Abraço… Rick.

 

 

 

criado por ricardocarvalho2010    20:51 — Arquivado em: Sem categoria

3.5.08

EXPOSIÇÃO A CÉU (E MAR) ABERTO

BAIACU FICA EM ITAPARICA

Na frente o mestre, atrás a tripulação, todos deixam o porto em direção ao local exato da captura. A pesca no porto de Baiacu, na baiana Ilha de Itaparica é precisa. Passos transmitidos boca-a-boca desde 1602. O mestre localiza os cardumes e indica aos homens onde lançar a rede. Peixes a bordo, espécies distingüidas, de volta à terra firme.

Em terra firme, a comunidade de Baiacu se fixou e foi a primeira na Bahia a ter a pesca como base de sua organização. Localizada no município de Vera Cruz, a população hoje se mobiliza juntamente à fotógrafa e pesquisadora Gal Meirelles para expôr a tradição pesqueira em uma mostra sui generis de fotografias: "O peixe nosso de cada dia".

As trinta imagens, que resultam do trabalho de doutorado de Gal para a Universidade Federal da Bahia (UFBA), estão emolduradas nas mesmas redes que se leva a alto-mar, e armadas à deriva do ciclo das marés. Do nascer ao pôr-do-sol, pode se ver as fotografias que contam a rotina da pesca na vila.

A mostra tem curadoria de Paulo Lima e fica aberta (literalmente) até o dia 1º de junho, no porto de Baiacu. Após essa data pode ser vista no site: www.paulolima.art.br.

criado por ricardocarvalho2010    9:29 — Arquivado em: Sem categoria

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